Parece que vou dar como sugestão algum nome, mas não
vou. Mas vou dar algumas dicas do critério que uso para escolher em
quem votar. De cara quero ressaltar que este critério é pessoal e
não determina a observação coletiva do eleitor, de certo deve haver
algum outro critério bem mais completo do que o meu. Então, vamos
as dicas:
1. Voto na legenda
(Partido) ou no candidato?
Eu não consigo separar a figura do
candidato do seu partido. Acho isto um pouco incoerente. O
candidato e sua plataforma fatalmente vão atender algumas
exigências da filosofia partidária. A legenda não é só uma via de
identificação daquele candidato, mas a extensão de sua filosofia
pessoal. Por isso sugiro que ao votar tente entender o conjunto e
não somente este ou aquele político.igo separar a figura do
candidato do seu partido. Veja quais são as áreas de atuação
daquele partido e seu histórico antigo e atual. Não
generalizando, mas aquele ditado dos nossos avós –
diga-me com quem andas e eu te direi quem és – é
muito proveitoso nesta hora.
2. Em time que está
ganhando não se mexe?
Isto é relativo. Não se
esqueça que aquilo que um político faz deve ser para o bem justo
coletivo. Devemos pensar no seguinte. Qual o legado permanente ou
de longo prazo que a ação política vai deixar? Em muitos casos
aquilo que é feito hoje, e que talvez de a entender que o time está
ganhando é na verdade o meio desse ou daquele candidato se auto
promover e não servir a demanda coletiva de maneira justa. Obras
nem sempre são meio de se justificar uma boa campanha, mas como
isto afetará todo o contexto social da população e como isto será
útil para gerações futuras. Quando falo de afetar, falo de afetar
negativamente ou positivamente. Temos que ter esta percepção.
3. Como devo encarar a
oposição
Oposição no Brasil é muitas vezes
taxada de anarquista, ou seja, um grupo que não visa fazer somente
barulho ou desordem para ver no que vai dar. Mas uma oposição é o
lado oposto do que está sendo proposto com suas considerações e
soluções. Temos que tomar cuidado tanto com quem faz coisas
de fachada ,quanto com quem atira para todo o lado e só apontando o
dedo. Tanto uma coisa como a outra tendem a ser auto promoção. Uma
boa oposição (para mim) é aquela em que sabe ver o que há de
positivo e negativo em relação a quem se opõe e traça um plano
claro de mudanças, sem rodeios e coerente com a situação em que
estamos. Somos um país em desenvolvimento e promessas mirabolantes
para solucionar certos caos são perigosas para o desenvolvimento
saudável da sociedade.
4. Sou obrigado a votar em
candidato/político que me ajuda?
Esta pergunta é polêmica, mas não
pude fugir dela. Existem algumas considerações a serem feitas aqui.
(4.1) Um político, sendo candidato ou eleito, não está a serviço
privado, nem de si, nem de qualquer outro, mas do povo. Se eu sou
povo e careço de auxílio, logo o que é feito é visando um bem estar
de um indivíduo inserido numa sociedade e não na particularidade
dele. (4.2) Quando procuro um candidato/político devo avaliá-lo
primeiro, saber como ele nos enxerga como indivíduos na sociedade e
não como um voto de urna. (4.3) Se as pessoas em nossa volta, sejam
ligadas a este candito/político, ou mesmo ele vão usar de alguma
chantagem emocional, e querem por sobre você o costume do
“eu voto em quem me ajuda”, minha sugestão irônica é:
quando ele se eleger peça-o para atender somente quem votou nele em
seu gabinete.
5. Coisas que passam
desapercebidas
Quando eu era mais novo eu votava
em quem aparecia mais na TV. Infelizmente não dá para entender este
diferença de tempo no horário eleitoral entre os partidos. Mas há
outras soluções para conhecer nossos candidatos. Para Vereador e
primeira coisa que devemos ver é quais são os da minha região,
bairro e proximidades. Isto importante porque suas áreas de atuação
e fiscalização são basicamente onde eles moram. Lembrando que o
papel do Vereador é fiscalizar o seu município, não somente sue
bairro. Isto ajuda a ver de que modo este candidato se porta nas
suas atividades. Por exemplo, dificilmente você conhecerá de perto
um candidato de uma região norte se você é da Zona Sul. Mas, com
ajuda das redes sociais, hoje você fala com o candidato. Há alguns
anos em meu Twitter eu venho mantendo contato com políticos onde
posso perguntar e interagir. Meu voto para presidente em 2012 teve
ajuda também das informações e pesquisa que fiz em sites.
Investigue, se possível vá aos comitês e veja o há de propostas. Os
candidatos do seu bairro sempre estão por lá. Para prefeito, a não
ser que você cruze com ele no meio do caminho, pesquise na
Internet, vá a todas as fontes possíveis. Seus sites disponibilizam
um formulário contato, uns têm um perfil no Facebook e/ou Twitter.
Não fique sem informções deles.
Esta opinião pessoal está aberta ao
diálogo, sugestões e mudanças se necessário, O importante é fazer
do nosso voto uma expressão da nossa consciência e não só de fazer
uso do clichê de cidadania.
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